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Como são as favelas do Japão?

Saiba onde vive a população mais pobre do Japão e conheça os Doyagais.

O Japão é conhecido por suas milhares de ilhas, paisagens paradisíacas, uma culinária mundialmente famosa, cultura milenar e a grande presença de tecnologias.

Apesar do alto desenvolvimento econômico, ainda existem moradores de rua e pessoas sem residência fixa, os famosos moradores de regiões conhecidas como Doyagais.

A falta de moradia envolve pessoas que vivem essencialmente nas ruas. Esse tipo de falta de moradia é visível em grandes estações de trem (como Shibuya, Shinjuku ou Ikebukuro).

Moradores de rua que ocupam um dos acessos de uma estação de trem. / Foto: Baka Gaijin.

Nestes locais, os sem-teto costumam ocupar corredores de acesso, muitos deles já estão tomados e a população local acaba utilizando apenas os acessos principais do metrô.

Além de outros locais urbanos, como parques e áreas próximas a rios, incluindo suas margens.

O que são Doyagais?

Quase todas as grandes cidades japonesas têm um lugar chamado doyagai (um jogo de palavras do termo yado ou hospedaria).

Imagem da entrada de um Doyagai. / Foto: Baka Gaijin.

Esses lugares geralmente consistem em um grande número de pequenas salas para aluguel barato. Concentradas, geralmente, em uma pequena área relativamente decadente. O valor para dormir uma noite fica em torno de 1.000 ienes, cerca de R$38.

Doyagai costumava ser o nome das áreas onde os trabalhadores diários viviam e se reuniam para encontrar trabalho. Elas se transformaram em lugares para os pobres e desabrigados, após o estouro da bolha econômica no início dos anos 90.

Estes pequenos quartos de aluguel contam com um banheiro comunitário e até mesmo máquinas de lavar acionadas pela colocação de moedas, que geralmente ficam na entrada, onde os frequentadores podem lavar e secar suas roupas por um preço acessível.

Máquinas de lavar na entrada de um Doyagai. / Foto: Baka Gaijin.

O perfil demográfico destas regiões consiste em homens de meia idade ou idosos, que não possuem emprego fixo e realizam atividades braçais em troca de pagamento por diárias.